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Líderes da ASEAN mantêm cautela sobre situação em Mianmar

Apesar da libertação de prisioneiros, bloco regional expressa frustração com a falta de avanços democráticos

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Manila, Grande Manila, Filipinas. 9 de maio de 2026. Philippine News Agency (PNA) – Os líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) manifestaram, nesta sexta-feira (08), uma posição de cautela em relação ao novo governo apoiado pelos militares em Mianmar. Embora tenham saudado a libertação de milhares de prisioneiros como um passo positivo, os chefes de Estado permanecem céticos quanto à legitimidade e ao rumo da administração lançada no mês passado.

Durante a cúpula realizada nas Filipinas para discutir questões regionais, os líderes destacaram a soltura de figuras importantes, como Win Myint, que serviu como presidente antes do golpe de 2021. Outro ponto mencionado foi a transferência da líder democrática Aung San Suu Kyi para uma residência designada. No entanto, o bloco evitou endossar formalmente o novo governo, limitando-se a registrar a conclusão das eleições gerais.

A ASEAN reafirmou seu compromisso com o “Consenso de Cinco Pontos”, que exige a cessação imediata da violência, embora o progresso na normalização do país seja considerado mínimo.

O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., vocalizou a insatisfação de diversos membros do bloco. Segundo o mandatário, muitos países expressaram frustração com a lentidão no processo de pacificação e na busca por uma solução política duradoura. Mianmar continua sendo um tema divisivo dentro da organização, com diferentes abordagens diplomáticas entre os Estados-membros.

Enquanto nações como Singapura e Indonésia mantêm uma postura rígida contra a junta militar, a Tailândia defende uma aproximação mais conciliatória para restaurar os laços plenos.

Apesar das divergências de estratégia, o consenso final da reunião foi de que é necessário fazer mais para estabilizar a situação. O presidente Marcos enfatizou que, como parte da “família ASEAN”, Mianmar não pode ser abandonado, mas o bloco exige ações concretas que demonstrem um retorno genuíno à normalidade democrática e o fim das hostilidades contra a população civil.

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