Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos, 16 de maio de 2026, Associated Press (AP) – As negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã parecem ter atingido um ponto de estagnação, com ambas as nações mantendo posturas rígidas e pouco flexíveis. O presidente americano, Donald Trump, citou abertamente a infraestrutura iraniana como alvos potenciais que as forças dos EUA poderiam aniquilar, enquanto o governo de Teerã enfatizou que a total falta de confiança em Washington é o principal entrave para qualquer diálogo.
Em uma entrevista televisiva veiculada na sexta-feira (15), Trump foi questionado se havia subestimado a tolerância dos iranianos à pressão. O mandatário respondeu de forma enfática, afirmando que os Estados Unidos atingiram o país de forma extremamente dura e que possui capacidade para escalar a destruição em um curto espaço de tempo.
Nós os atingimos de forma inacreditável. Deixamos suas pontes e sua capacidade elétrica intactas, mas podemos derrubar tudo isso em apenas dois dias, apenas dois dias.
O presidente americano expressou ainda que não possui dúvidas de que o Irã acabará capitulando diante da pressão exercida por sua administração. No entanto, informações de bastidores sugerem que assessores de alto escalão da Casa Branca já elaboraram planos para uma retomada de ataques militares, caso o presidente decida romper o atual impasse com o uso de bombardeios. Existe a possibilidade de que operações coordenadas entre os Estados Unidos e Israel sejam retomadas já na próxima semana (18).
Paralelamente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, ressaltou durante uma visita oficial à Índia na sexta-feira (15) que a desconfiança em relação aos americanos é a barreira intransponível para os esforços diplomáticos atuais. Em comunicações posteriores, o chanceler sugeriu que o custo de um conflito seria arcado diretamente pela economia americana.
Os americanos precisam entender que terão de absorver os custos exorbitantes de uma guerra de escolha contra o Irã.
O cenário de incerteza já reflete nos mercados financeiros globais. Movimentações recentes no mercado de títulos viram investidores venderem bônus do governo dos Estados Unidos, o que provocou um aumento generalizado nas taxas de juros de longo prazo. Enquanto Washington aposta na superioridade militar e econômica, Teerã sinaliza que a resistência iraniana e as consequências financeiras globais são fatores que o governo Trump não deve ignorar.
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