Kiev, Oblast de Kiev, Ucrânia, 12 de abril de 2026, Associated Press (AP) – O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, expressou preocupação de que o conflito com a Rússia continue a apresentar desafios significativos à medida que a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, volta sua atenção para a política interna e outros temas globais. Em uma publicação nas redes sociais nesta sexta-feira (10), o líder ucraniano destacou a incerteza diplomática, uma vez que altos funcionários da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos ainda não definiram uma data para a próxima rodada de negociações de cessar-fogo.
A paralisia diplomática é agravada pela atual crise no Irã, que tem desviado o foco das potências internacionais. Zelenskyy observou que, a partir do verão, os Estados Unidos estarão cada vez mais focados em processos internos e no período eleitoral, fazendo uma referência clara às eleições de meio de mandato programadas para novembro.
“Existe o risco de que Washington aumente a pressão para que a Ucrânia aceite concessões territoriais ou políticas em favor da Rússia para encerrar o conflito rapidamente.”
O presidente ressaltou que a mudança de prioridades em Washington pode resultar em uma diminuição do apoio ou em exigências desfavoráveis para Kiev. Segundo ele, o engajamento americano é vital, mas o calendário político dos EUA parece estar se tornando um obstáculo para a manutenção da estratégia atual de defesa ucraniana.
Apesar do tom de alerta, o líder mantém uma porta aberta para o diálogo direto, condicionando novos encontros à postura do Kremlin. Ele reiterou que a paz depende de uma mudança real de comportamento por parte do governo russo no campo de batalha.
“Se a Rússia escolher o caminho da desescalada, acredito que uma reunião trilateral entre as partes poderá finalmente ocorrer.”
Até o momento, a Casa Branca não emitiu uma resposta oficial às declarações de Zelenskyy. No entanto, o cenário em Washington permanece intensamente voltado para a recuperação econômica e para os preparativos eleitorais, o que corrobora os temores de Kiev sobre uma possível redução na assistência militar e diplomática nos próximos meses.
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