Chernobyl, Oblast de Kiev, Ucrânia, 27 de abril de 2026, Agence France-Presse (AFP) – O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, voltou a condenar veementemente o suposto ataque russo realizado no ano passado contra a usina nuclear de Chernobyl. O pronunciamento ocorreu durante a cerimônia que marcou o 40º aniversário do pior desastre nuclear da história, ocorrido originalmente no reator número 4 em 26 de abril de 1986, quando a liberação massiva de material radioativo vitimou dezenas de trabalhadores e impactou o mundo.
A cerimônia de homenagem às vítimas foi realizada no domingo (26), reunindo autoridades nacionais e internacionais na zona de exclusão. Entre os presentes, Zelenskyy e o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, depositaram lanternas no memorial de Chernobyl e observaram um minuto de silêncio em memória daqueles que perderam a vida no acidente de 1986 e na defesa da soberania ucraniana.
“O mundo precisa de sanções fortes contra a Rússia. O simples fato de os russos terem conseguido atingir até mesmo a estrutura de contenção prova que a Rússia não pode participar de relações internacionais civilizadas”, afirmou Zelenskyy.
A acusação central do governo ucraniano aponta que um ataque de drones russos danificou, no ano passado, o escudo protetor do reator número 4. A AIEA confirmou que reparos temporários foram realizados na estrutura de contenção, mas alertou que trabalhos adicionais são essenciais para garantir a segurança da instalação a longo prazo e evitar novos vazamentos radioativos.
“A segurança nuclear não pode ser objeto de chantagem ou alvo militar. A integridade de Chernobyl é uma responsabilidade global que está sendo posta à prova”, reforçaram especialistas internacionais.
Após a solenidade, Zelenskyy discursou em uma conferência internacional, enfatizando que a agressividade russa em áreas nucleares representa uma ameaça sem precedentes à segurança europeia. O líder ucraniano reiterou o pedido à comunidade internacional por um isolamento diplomático e econômico ainda mais rigoroso de Moscou, visando proteger infraestruturas críticas de novos bombardeios.
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