Paris, Île-de-France, França, 18 de abril de 2026, Agence France-Presse (AFP) – Os líderes da Grã-Bretanha e da França celebraram, nesta sexta-feira (17), o anúncio feito pelo Irã sobre a abertura do Estreito de Hormuz. Os comentários ocorreram após a realização de uma conferência on-line, sediada em Paris, com o objetivo de assegurar a navegação segura na via marítima. Cerca de 50 países e organizações participaram do encontro, que contou com as presenças físicas da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e do chanceler alemão, Friedrich Merz.
Após a reunião, o presidente francês, Emmanuel Macron, descreveu a decisão iraniana como “um passo na direção certa”. No entanto, o tom permaneceu de cobrança por garantias definitivas de estabilidade na região, que é vital para o comércio global de energia.
“Exigimos a reabertura total, imediata e incondicional do Estreito de Hormuz por todas as partes. Exigimos a restauração da passagem livre e o pleno respeito ao direito do mar.”
Macron acrescentou que as potências europeias continuarão os esforços diplomáticos com os iranianos para a desescalada da situação, mantendo coordenação estreita com os Estados Unidos e Israel. O objetivo é retornar às condições de tráfego existentes antes do conflito, garantindo que o direito internacional seja soberano nas águas territoriais e internacionais da zona.
Por sua vez, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que os planos para proteger a liberdade de navegação serão acelerados. Ele anunciou que uma conferência de planejamento militar será realizada em Londres na próxima semana (20 a 26), onde serão detalhados os componentes da missão. Mais de uma dezena de nações já se ofereceram para contribuir com ativos militares e logísticos.
“Este esforço será estritamente pacífico e de natureza defensiva. Nosso objetivo é tranquilizar os interesses comerciais e apoiar a remoção de minas.”
Starmer enfatizou que a prioridade é dar segurança às empresas de navegação comercial e garantir que a rota esteja limpa de ameaças explosivas. A iniciativa busca criar um corredor de proteção que evite novas interrupções no fornecimento global, enquanto a diplomacia tenta consolidar o cessar-fogo e a estabilidade política no Oriente Médio.
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