Tóquio, Honshu, Japão, 14 de abril de 2026, NHK – A Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA) identificou o que provavelmente causou o fracasso no lançamento do foguete H3 ocorrido em dezembro passado. De acordo com as conclusões da agência, é altamente provável que tenha ocorrido um problema na estrutura de suporte da carga útil, localizada no topo do foguete. O oitavo modelo do H3 decolou de uma base no sudoeste do Japão no ano passado transportando um satélite, mas a missão falhou porque o equipamento não conseguiu atingir a órbita planejada.
Na segunda-feira (13), a JAXA apresentou os resultados detalhados de sua investigação a um painel de especialistas do governo. A agência explicou que pontos de adesão em componentes fundamentais da estrutura de suporte se soltaram, criando aberturas críticas entre as peças.
“Acreditamos que as temperaturas em partes do componente subiram além do previsto no processo de colagem, o que enfraqueceu a resistência do adesivo e gerou lacunas que se expandiram durante o voo.”
O relatório técnico indica que essas lacunas se expandiram de forma violenta e rápida devido ao impacto ocorrido no momento em que a carenagem do satélite se separou do corpo principal do foguete. Esse evento resultou na destruição completa da estrutura de suporte. Como medida corretiva imediata, a agência revisará o método de colagem da base e passará a adotar a técnica já consolidada e bem-sucedida do foguete H2A na fabricação das futuras unidades do H3.
Enquanto implementa essas mudanças, a JAXA planeja retomar os lançamentos utilizando uma nova configuração de teste sem os foguetes auxiliares (boosters). Esta versão experimental usará uma estrutura de suporte com o mesmo método de colagem do lançamento que falhou, mas contará com melhorias específicas e reforços para sanar a vulnerabilidade identificada.
“O objetivo do próximo lançamento é coletar dados precisos sobre as cargas e impactos na estrutura para validar definitivamente as causas da falha e garantir a segurança das próximas missões.”
Com os dados coletados durante esse voo de teste, a agência espera restabelecer a confiança no seu principal lançador. A meta é garantir a confiabilidade total do programa H3, que é peça-chave para a estratégia de transporte espacial do Japão e para a manutenção da competitividade do país no mercado global de lançamentos de satélites.
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