Qingdao, China, 6 de julho de 2026, Xinhua — O Ministério da Defesa da China anunciou neste domingo (5) que a marinha do país realizará um exercício militar conjunto com a força naval da Rússia este mês. As atividades operacionais estão programadas para ocorrer nas águas e no espaço aéreo próximos à cidade de Qingdao, no leste chinês.
De acordo com o comunicado oficial emitido pelo governo, o treinamento tem como objetivo central responder de forma coordenada aos desafios de segurança global, além de salvaguardar a paz e a estabilidade regional. Logo após a conclusão das manobras simuladas, parcelas das frotas de ambas as nações darão início a uma patrulha marítima conjunta em áreas estratégicas do Oceano Pacífico.
Os navios participantes do exercício incluem contratorpedeiros com mísseis guiados e um submarino da China, bem como um cruzador de mísseis guiados e um submarino da Rússia.
O cronograma do treinamento militar prevê a execução de missões integradas de reconhecimento tático, sistemas de defesa contra mísseis e operações de ataque marítimo, entre outros cenários de simulação de combate real. Adicionalmente, as tripulações e o pessoal técnico dos dois países organizarão visitas mútuas de intercâmbio a bordo das embarcações envolvidas na frota.
Essa parceria estratégica de segurança não é recente. Os dois países mantêm um histórico de cooperação estreito, realizando exercícios navais combinados de maneira praticamente anual desde o ano de 2012. No mês passado, as forças aéreas de Pequim e Moscou já haviam conduzido uma patrulha conjunta de longo alcance sobre o espaço aéreo do Mar do Japão, do Mar da China Oriental e do Pacífico Ocidental.
Os dois países vão fortalecer os laços de amizade tradicionais de suas forças armadas e expandir os exercícios conjuntos.
O alinhamento militar foi formalizado em uma declaração conjunta emitida durante a cúpula bilateral realizada em Pequim, em maio passado. Na ocasião, as lideranças dos dois países estabeleceram como diretriz prioritária a ampliação contínua das manobras de treinamento e o fortalecimento das patrulhas aéreas e marítimas integradas para consolidar a influência geopolítica mútua na região.
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