Tóquio, Japão, 5 de abril de 2026, NHK – O governo do Japão demonstrou confiança na sua capacidade de garantir as importações de petróleo bruto para o mês de maio, projetando um volume equivalente a cerca de 60% do registrado no mesmo período do ano passado. A estratégia envolve a utilização de rotas alternativas que evitam o Estreito de Ormuz, além da compra de fontes diversificadas. Ao combinar esses carregamentos com a liberação de estoques domésticos, o governo projeta suprimentos suficientes para sustentar o país até o início de 2027.
Atualmente, o Estreito de Ormuz permanece efetivamente fechado para a navegação devido às tensões contínuas envolvendo o Irã. Diante disso, as autoridades intensificaram os movimentos para obter petróleo bruto fora do Oriente Médio e por caminhos que não dependam da via bloqueada, visando a estabilidade do fornecimento energético nacional.
“A estratégia de diversificação e o uso tático das reservas nacionais permitem que o Japão mantenha sua segurança energética mesmo diante de bloqueios geopolíticos críticos.”
Para o mês de abril, espera-se que os suprimentos alternativos representem cerca de 20% do montante comprado no mesmo mês do ano anterior. No entanto, para maio, a previsão é elevar esse patamar para aproximadamente 60%. O Japão acredita que pode obter o equivalente à metade dos suprimentos do ano passado dos Emirados Árabes Unidos, utilizando o porto oriental de Fujairah, e da Arábia Saudita, através de uma rota pelo Mar Vermelho a partir do porto ocidental de Yanbu.
Além das rotas alternativas na região, o governo planeja garantir cerca de quatro vezes o volume obtido no ano passado dos Estados Unidos, incluindo o estado do Texas. Há também a expectativa de adquirir petróleo do Azerbaijão. Para cobrir o déficit restante, o governo considera utilizar as reservas nacionais, com a liberação de um volume equivalente a 20 dias de consumo em maio.
“Ao redirecionar a logística para portos fora do Golfo Pérsico e ampliar a parceria com fornecedores americanos, o Japão mitiga os riscos do fechamento de Ormuz.”
Com a combinação dessas fontes alternativas e o uso estratégico dos estoques, as autoridades esperam cobrir todas as necessidades de petróleo bruto do país até o início do próximo ano, garantindo que o funcionamento da economia e da infraestrutura japonesa não seja interrompido pela crise no Estreito.
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