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Israel e Líbano aceitam cessar-fogo de 10 dias

Netanyahu sinaliza chance de acordo de paz histórico mas mantém tropas no sul do território libanês.

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Jerusalém, Distrito de Jerusalém, Israel, 17 de abril de 2026, The Jerusalem Post – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou que o país aceitou um cessar-fogo de 10 dias com o Líbano. Apesar da trégua nas hostilidades, o líder israelense enfatizou que não houve acordo para a retirada imediata das forças armadas posicionadas no sul do território libanês, mantendo a presença militar como garantia estratégica durante as conversações iniciais.

“Temos diante de nós uma oportunidade real de alcançar um acordo de paz histórico com o Líbano, mas qualquer tratado definitivo exigirá o desarmamento total do Hezbollah e garantias de segurança para nossas fronteiras.”

O anúncio ocorreu após uma reunião de emergência do gabinete realizada por telefone na quinta-feira (16). Relatos internos indicam que diversos ministros manifestaram descontentamento ao serem informados sobre a trégua por meio de um anúncio antecipado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes mesmo da formalização oficial pelo governo israelense.

O presidente norte-americano revelou que Netanyahu e o presidente libanês, Joseph Aoun, devem se reunir na Casa Branca dentro das próximas duas semanas. Segundo Washington, o objetivo do encontro presencial é consolidar os termos da trégua e transformar o cessar-fogo temporário em uma solução diplomática duradoura para o conflito que se arrasta desde o início de março.

“Tive uma conversa excelente com ambos os líderes. Eles concordaram com este período de cessar-fogo que incluirá também as operações do Hezbollah, e o governo do Líbano assumirá a responsabilidade sobre a organização.”

Enquanto o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, saudou a pausa nos combates, o Hezbollah adotou uma postura de cautela. Em nota divulgada na quinta-feira (16), o grupo orientou a população a não retornar para o sul do Líbano ou para os subúrbios de Beirute até que a situação se estabilize, citando violações de acordos passados como motivo para a desconfiança.

O custo humano do conflito recente é devastador. Autoridades libanesas confirmaram que mais de 2.100 pessoas perderam a vida e outras 7.100 ficaram feridas desde o agravamento dos ataques. Dados das Nações Unidas apontam ainda que a escalada de violência forçou o deslocamento interno de pelo menos 1,2 milhão de cidadãos, gerando uma crise humanitária que os mediadores internacionais esperam mitigar com o início desta nova fase diplomática.

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