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Universidades barram alunos, com notas máximas, por bullying na Coreia do Sul

Histórico de violência escolar vira critério eliminatório definitivo em processos seletivos do ensino superior

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Seul, Coreia do Sul. 5 de junho de 2026. Yonhap News. Tirar a nota máxima no vestibular deixou de ser uma garantia absoluta de vaga no ensino superior da Coreia do Sul. Em uma reviravolta sem precedentes no competitivo sistema educacional do país, 45 estudantes com desempenho acadêmico impecável foram sumariamente rejeitados por seis das maiores e mais prestigiadas universidades sul-coreanas.

O grupo de candidatos não foi reprovado em exames e nenhum deles ficou abaixo da nota de corte estipulada pelas instituições.

O motivo do bloqueio definitivo foi a presença de registros de violência escolar e assédio moral gravados em seus prontuários de conduta. A aplicação rigorosa da medida cumpre as novas diretrizes estabelecidas pelo governo sul-coreano, que transformaram o histórico de comportamento em um critério eliminatório e impeditivo dentro dos processos de seleção para as faculdades.

Outras instituições tradicionais do país, como a Kangwon National University e a Jeonbuk National University, adotaram posturas igualmente severas para barrar os agressores. Essa forte tendência punitiva expandiu-se por todo o território nacional.

A partir do grande exame nacional unificado aplicado em novembro de 2025, todas as universidades do país passaram a ser legalmente obrigadas a rejeitar candidatos que possuam infrações graves de conduta, classificadas no nível 6 ou acima pelo conselho disciplinar escolar.

A aplicação prática da nova legislação gerou uma reação imediata nos bastidores jurídicos. Advogados contratados pelas famílias dos estudantes barrados estão se movimentando para tentar reverter o bloqueio na justiça.

Os críticos das sanções argumentam que esse tipo de punição severa pode inviabilizar a reabilitação social dos jovens, especialmente nos casos em que eles já cumpriram integralmente as penalidades escolares aplicadas na época do ocorrido.

Com as novas regras em vigor, o caráter e a empatia tornaram-se pilares essenciais nos critérios de seleção do país. A mudança estrutural mostra que a obtenção de notas altas de forma isolada já não é mais suficiente para abrir as portas das principais carreiras do mercado, exigindo uma conduta exemplar dos futuros profissionais da nação.

Fontes:

  • Yonhap News Agency (Agência Nacional de Notícias da Coreia do Sul): Cobertura detalhada sobre os relatórios do Ministério da Educação apresentados à Assembleia Nacional a respeito do número exato de estudantes desclassificados por violência escolar nas universidades nacionais (Kyungpook, Kangwon, etc.).

  • The Korea Herald / The Korea Times: Periódicos sul-coreanos em língua inglesa que publicaram extensas reportagens sobre as auditorias do Comitê de Educação do Parlamento coreano detalhando o veto aos estudantes com nota máxima no vestibular.

  • Ministério da Educação da Coreia do Sul (MOE – Ministry of Education): Diretrizes oficiais publicadas no portal do governo (english.moe.go.kr) detalhando o documento “Comprehensive Measures to Eradicate School Violence”, estabelecendo o ano de 2025/2026 como o limite para a obrigatoriedade dos critérios de corte.

  • KBS World News / Arirang News: Redes de radiodifusão pública da Coreia do Sul que realizaram painéis e reportagens em vídeo sobre o impacto jurídico e a contratação de advogados por pais de alunos barrados no vestibular devido ao histórico escolar.

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