Budapeste, Hungria, 12 de abril de 2026, Associated Press (AP) – Os eleitores na Hungria vão às urnas neste domingo (12) para votar nas eleições parlamentares do país, em um momento em que as pesquisas sugerem que o partido governante enfrenta seu maior desafio em décadas. O primeiro-ministro Viktor Orbán, que liderou o partido Fidesz em quatro vitórias consecutivas e ocupa o cargo há 16 anos, aparece atrás de seus adversários nos levantamentos mais recentes.
Orbán é amplamente conhecido por sua postura pró-Moscou e por ter se oposto à assistência da União Europeia à Ucrânia contra a invasão russa. O primeiro-ministro defende uma política de colocar o país em primeiro lugar e mantém relações estreitas com o presidente dos EUA, Donald Trump, que apoiou fortemente sua reeleição e enviou o vice-presidente JD Vance à Hungria para fazer campanha em seu favor.
“Uma pesquisa de uma organização de pesquisa independente mostra o partido de Orbán atrás do novo partido Tisza por cerca de 10 pontos percentuais.”
Relatórios da mídia ocidental apontam que o Fidesz enfrenta sérias dificuldades devido à crescente insatisfação pública com o primeiro-ministro e sua administração. O surgimento de novas forças políticas canalizou o descontentamento de uma parcela do eleitorado que busca mudanças na condução econômica e nas relações internacionais do país.
Especialistas alertam que uma eventual derrota do partido governante e uma mudança de governo teriam impactos profundos na política externa da região. A unidade entre grupos de direita e forças de extrema-direita na Europa poderia ser abalada, além de alterar significativamente a dinâmica de apoio do bloco europeu à Ucrânia.
“Se a oposição confirmar a vitória, a Hungria poderá realinhar sua postura com as diretrizes da União Europeia, fortalecendo a unidade do bloco frente aos conflitos no Leste Europeu.”
As sessões de votação seguem durante todo este domingo (12), com uma expectativa de alta participação popular. O resultado deste pleito é aguardado com cautela por Bruxelas e Washington, pois definirá se a Hungria continuará como uma voz dissidente dentro da OTAN e da UE ou se iniciará um novo ciclo político após quase duas décadas sob a mesma liderança.
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