Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos, 19 de abril de 2026, Associated Press (AP) – O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, nesta sexta-feira (17), que permitirá novamente que países realizem transações envolvendo petróleo bruto e derivados russos que estavam sob sanção. A medida terá validade até o dia 16 de maio. De acordo com o órgão, o levantamento temporário das restrições aplica-se a cargas carregadas em embarcações até as 0h01 do horário de verão da costa leste dos EUA nesta sexta-feira (17). O governo enfatizou que a autorização exclui transações que envolvam países como Irã, Coreia do Norte e Cuba.
Uma isenção semelhante havia sido emitida no mês passado, com o objetivo declarado de promover a estabilidade do mercado e manter os preços baixos, visto que o Estreito de Hormuz permanecia efetivamente fechado devido ao conflito no Irã. As sanções originais haviam sido restabelecidas assim que a medida anterior expirou, no último dia 11 (quinta-feira).
“A prioridade atual de Washington é evitar uma explosão inflacionária nos combustíveis enquanto as rotas marítimas do Oriente Médio seguem instáveis.”
O anúncio de sexta-feira (17) causou surpresa, pois ocorreu apenas dois dias após o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, declarar que Washington não renovaria a isenção. A mudança de postura gerou críticas imediatas de alguns membros do Congresso americano, que argumentam que a medida acaba por fortalecer a economia da Rússia em um momento em que o país mantém a invasão ao território ucraniano.
Especialistas do setor energético, no entanto, acreditam que novas isenções podem ser emitidas no futuro. Eles avaliam que os meios para estabilizar o mercado de energia estão quase exauridos, enquanto os impactos da crise no Irã sobre o fornecimento global devem perdurar por longo prazo, forçando o governo a adotar soluções pragmáticas para proteger a economia doméstica.
“A economia global enfrenta um dilema moral e prático: sufocar a receita russa ou permitir o fluxo para evitar um colapso nos preços da energia no Ocidente.”
A decisão reflete a complexidade da geopolítica atual, onde a segurança energética compete diretamente com as estratégias de isolamento diplomático de potências rivais. Enquanto o Estreito de Hormuz continuar sendo um ponto de estrangulamento volátil, os Estados Unidos parecem dispostos a flexibilizar pressões sobre outros produtores sancionados para garantir que o custo de vida não saia do controle em ano de tensões globais.
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