Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos, 16 de abril de 2026, Associated Press – O Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, sinalizou que o governo norte-americano planeja intensificar drasticamente as sanções econômicas contra o Irã. Em pronunciamento realizado na Casa Branca na quarta-feira (15), Bessent detalhou uma nova ofensiva financeira que visa isolar ainda mais o regime de Teerã e seus fluxos de capital internacional.
O governo dos Estados Unidos solicitou formalmente às nações do Golfo que procedam com o congelamento de fundos pertencentes à liderança do Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica e ao Estado iraniano. A estratégia inclui um aviso direto a empresas e nações que mantêm transações comerciais com o país, especialmente no setor de energia.
“Esta é uma medida muito rigorosa. Os iranianos devem saber que este cerco econômico será o equivalente financeiro das atividades militares dos Estados Unidos na região”, afirmou o secretário Bessent.
Como parte dessa movimentação, o Departamento do Tesouro anunciou na quarta-feira (15) sanções contra mais de duas dezenas de indivíduos, empresas e embarcações. O foco recai sobre o que Washington classifica como uma infraestrutura ilícita de transporte de petróleo, utilizada para financiar grupos como o Hezbollah, no Líbano. A intenção é desmantelar a rede logística que permite ao Irã contornar as restrições vigentes.
A China também foi citada como peça central no tabuleiro geopolítico. Bessent afirmou que Pequim é responsável por adquirir mais de 90% do petróleo exportado pelo Irã. Segundo o secretário, a expectativa é que o bloqueio naval no Estreito de Ormuz provoque uma interrupção nas compras chinesas. Além disso, cartas de advertência foram enviadas a dois bancos chineses, informando sobre a disposição de Washington em aplicar sanções secundárias caso movimentações financeiras iranianas sejam detectadas em suas contas.
“Existe uma grande estabilidade na relação entre Estados Unidos e China desde o último verão. A pedra angular dessa convivência é o forte respeito mútuo entre os líderes dos dois países, o que nos permite avançar na redução do déficit comercial.”
Apesar da pressão sobre as instituições financeiras da China, o Secretário do Tesouro expressou confiança de que não haverá retaliações por parte de Pequim contra as políticas tarifárias americanas. Para Bessent, o diálogo franco entre as potências garantirá que os interesses econômicos sejam preservados, enquanto os Estados Unidos mantêm sua política de tolerância zero com o financiamento de atividades consideradas desestabilizadoras no Oriente Médio.
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