Islamabad, Paquistão, 12 de abril de 2026, Associated Press (AP) – O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que Washington não chegou a um acordo em suas negociações diretas com o Irã. As delegações de ambos os países iniciaram discussões presenciais no sábado (11) no Paquistão, que atuou como mediador do encontro. Entre os participantes estavam Vance, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o chefe do exército paquistanês, Asim Munir. Autoridades iranianas informaram que os diálogos se estenderam por mais de 10 horas até a manhã deste domingo (12).
Vance classificou as discussões como “substanciais”, mas ressaltou que os EUA deixaram claras suas “linhas vermelhas” e os pontos onde não haveria concessões ao Irã. Segundo o vice-presidente, os negociadores iranianos optaram por não aceitar os termos americanos. Washington busca um “compromisso afirmativo” de que Teerã não buscará ferramentas para desenvolver rapidamente uma arma nuclear.
“Entregamos nossa melhor e última oferta. Agora, estamos aguardando a resposta formal do governo iraniano sobre os termos apresentados.”
Antes do pronunciamento de Vance, o Irã havia sinalizado que as conversas continuariam neste domingo (12) por sugestão do Paquistão. Relatos indicam que “demandas excessivas” por parte dos EUA atrasaram o progresso, sendo o controle do Estreito de Ormuz um dos principais pontos de discórdia. Enquanto os EUA buscam restaurar rapidamente a liberdade de navegação, o Irã insiste em manter o controle sobre a via marítima.
Paralelamente à diplomacia, a tensão militar permanece elevada. O Comando Central dos EUA afirmou que suas forças irão limpar o estreito de quaisquer minas colocadas pelo Irã. Dois destróieres atravessaram a hidrovia em direção ao Golfo Pérsico, sendo as primeiras embarcações de guerra americanas a fazê-lo desde o início das operações militares contra o Irã.
“O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica alertou que qualquer embarcação militar que tente passar pelo estreito será tratada de forma severa e decisiva.”
O impasse coloca o mercado global em alerta, uma vez que a segurança no Estreito de Ormuz é vital para o fluxo de energia mundial. Sem uma data definida para um novo encontro, o cenário internacional aguarda o próximo movimento de Teerã após a oferta definitiva de Washington.
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