Islamabad, Paquistão, 11 de abril de 2026, Associated Press (AP) – Os negociadores dos Estados Unidos e do Irã estão preparados para iniciar discussões em Islamabad já neste sábado (11). O encontro ocorre após um acordo de cessar-fogo de duas semanas mediado pelo Paquistão. A equipe iraniana, liderada pelo presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, chegou à capital paquistanesa acompanhada por mais de 70 pessoas, incluindo o Ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e altos funcionários do governo.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, que chefia a delegação norte-americana, também desembarcou em Islamabad na manhã de sábado (11). Apesar da presença de ambas as partes, os dois lados permanecem em desacordo profundo sobre o conteúdo e a abrangência do acordo de cessar-fogo.
“As discrepâncias sobre a aplicação do cessar-fogo no Líbano e o bloqueio do Estreito de Ormuz colocam em xeque a efetividade das conversas diplomáticas.”
Os Estados Unidos e Israel sustentam que o acordo não se aplica ao Líbano, enquanto o Irã e o Paquistão afirmam o contrário. Na sexta-feira (10), as forças israelenses continuaram os ataques contra o grupo terrorista Hezbollah, apoiado pelo Irã, resultando na morte de 65 pessoas em Nabatieh e outras regiões libanesas. Ghalibaf declarou que o cessar-fogo no Líbano e a liberação de ativos iranianos bloqueados são condições essenciais que devem ser cumpridas antes do início formal das negociações.
Paralelamente, o presidente dos EUA, Donald Trump, classificou como inaceitável a cobrança de pedágios em navios que passam pelo Estreito de Ormuz. A hidrovia internacional permanece efetivamente bloqueada pelo Irã, mesmo após o anúncio do cessar-fogo. Trump indicou que seu foco principal nas negociações será o programa de desenvolvimento nuclear iraniano, afirmando que a ausência de armas nucleares representa “99% da questão”.
“Enquanto os EUA exigem a abertura imediata e segura do Estreito de Ormuz, o Irã mantém sua posição de controle sobre o canal estratégico.”
Observadores internacionais alertam que o início das conversas conforme planejado permanece incerto devido às vastas diferenças entre Washington e Teerã. A exigência norte-americana pela abertura do estreito colide com a insistência iraniana em manter o controle da via, criando um cenário de impasse que desafia a mediação paquistanesa.
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