Pequim, China, 15 de abril de 2026, Xinhua – Os ministros das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e da Rússia, Sergey Lavrov, realizaram uma reunião bilateral em Pequim na terça-feira (14). O encontro teve como pauta central a coordenação de esforços diplomáticos e o planejamento detalhado para a visita oficial do presidente russo, Vladimir Putin, à China, prevista para ocorrer ainda este ano.
Durante as discussões, a diplomacia chinesa descreveu o cenário internacional contemporâneo como “violentamente turbulento”. Foi enfatizado que a ameaça de uma hegemonia unilateral tem crescido, o que exige um posicionamento mais firme e coordenado entre as duas potências em relação aos principais problemas regionais e globais.
“Wang Yi defendeu que as nações devem manter uma cooperação estratégica contínua diante da crescente instabilidade internacional, referindo-se implicitamente às recentes operações militares no Oriente Médio e às pressões sobre o Irã.”
O chanceler russo, Sergey Lavrov, expressou total concordância com as preocupações apresentadas por seu homólogo chinês. Lavrov compartilhou análises sobre os eventos ocorridos na Venezuela no início deste ano e a atual situação crítica no Oriente Médio, reforçando a necessidade de uma frente diplomática comum contra intervenções externas.
“O governo russo confirmou que os preparativos para a cúpula entre os dois países estão em estágio avançado e que a troca de opiniões técnica é fundamental para garantir o sucesso do encontro entre os chefes de Estado.”
Sobre o cronograma da visita de Vladimir Putin, as indicações são de que a viagem ocorra ainda no primeiro semestre de 2026. Existe a possibilidade de que o líder russo desembarque em Pequim logo após a viagem programada do presidente norte-americano, Donald Trump, à capital chinesa no mês de maio, sinalizando uma intensa movimentação diplomática na região nas próximas semanas.
A reunião entre Wang e Lavrov consolida a percepção de que Pequim e Moscou buscam blindar suas relações contra pressões externas, garantindo que a cooperação em áreas de segurança e comércio permaneça estável, independentemente das oscilações na política externa de outras potências ocidentais.
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