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Trump quer vetar sucessor de Khamenei no Irã

Presidente dos EUA rejeita filho do líder morto e exige mudança de postura em Teerã para evitar novo conflito

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Washington, Estados Unidos. 6 de março de 2026. Associated Press (AP) – O cenário político no Irã vive um momento de extrema incerteza enquanto clérigos avaliam candidatos para suceder o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, morto na semana passada. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou publicamente o desejo de estar envolvido nessa decisão, enviando um sinal claro de que não aceitará a continuidade da atual linha ideológica de Teerã.

Trump reconheceu que Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder, é visto como a escolha mais provável pela elite iraniana. No entanto, o presidente norte-americano foi enfático ao declarar que o nome de Mojtaba é “inaceitável”. Nascido em 1969, Mojtaba é uma figura discreta que nunca ocupou cargo público, mas possui laços estreitos com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica e a milícia Basij.

“Não aceitarei um novo líder iraniano que continue as políticas de Khamenei. Permitir isso forçaria os Estados Unidos a retornarem à guerra em cinco anos”, afirmou Trump.

Outros nomes surgem como possíveis sucessores na lista da Assembleia de Especialistas. Entre eles estão Gholam-Hossein Mohseni-Eje’i, chefe do Judiciário e defensor da pena de morte para manifestantes; Alireza Arafi, vice-presidente da Assembleia de Especialistas, visto como alguém que transita entre linhas duras e moderadas; e Hassan Khomeini, neto do fundador da República Islâmica, embora este último tenha enfrentado barreiras religiosas no passado.

O impasse sucessório ocorre em meio a relatos de que o próprio Ali Khamenei teria dito a seguidores, antes de morrer, que não desejava que o posto de líder supremo se tornasse hereditário.

A postura agressiva de Washington sobre a política interna de Teerã eleva a temperatura diplomática em um momento em que a região já está sob fogo cruzado. A insistência de Trump em filtrar o novo comando do Irã é vista por analistas como uma tentativa de forçar uma reforma sistêmica sob ameaça de continuidade das operações militares.

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