Tóquio, Japão. 5 de março de 2026. Kyodo News – A Polícia Metropolitana de Tóquio prendeu dois cidadãos de Myanmar sob a suspeita de praticarem medicina estética sem a devida licença. As autoridades acreditam que os homens operavam em violação à Lei de Profissionais Médicos em uma residência e em um edifício na capital japonesa entre maio (2025) do ano passado e fevereiro (2026) deste ano.
Os detidos, Kyi Chan Ko, de 41 anos, e Soe Win Naning, de 30 anos, ambos residentes de Tóquio, são acusados de realizar procedimentos de seccionamento de pálpebras em três mulheres birmanesas na faixa dos 30 anos. O objetivo das cirurgias era criar a chamada “pálpebra dupla”. Além dos cortes, os suspeitos teriam aplicado injeções nas pacientes sem qualquer qualificação técnica.
“As vítimas procuraram a polícia em junho (2025) reclamando de dificuldades para abrir os olhos desde a operação. Elas apresentam cicatrizes avermelhadas e outros problemas persistentes.”
As investigações apontam que os suspeitos atraíam clientes por meio de contas promocionais em redes sociais. As três mulheres relataram ter pago valores entre 760 e 1.200 dólares pelos procedimentos. Elas declararam arrependimento, afirmando que as sequelas estéticas e físicas permanecem graves meses após as intervenções ilegais.
A polícia suspeita que outras pessoas tenham auxiliado nas cirurgias e que os detidos possam ter realizado operações clandestinas em um número muito maior de clientes. Durante o interrogatório, Soe Win Naning afirmou que apenas prestava assistência nos procedimentos, enquanto Kyi Chan Ko, apontado como o executor das cirurgias, negou todas as acusações, alegando nunca ter se envolvido em práticas médicas.
As autoridades alertam a comunidade estrangeira no Japão sobre os riscos de procedimentos médicos de baixo custo realizados fora de clínicas licenciadas e fiscalizadas.
O caso reforça a vigilância das autoridades sobre clínicas clandestinas que miram comunidades de imigrantes no Japão. A polícia continuará a análise dos dispositivos eletrônicos dos suspeitos para identificar possíveis cúmplices e outras vítimas que ainda não denunciaram os abusos por medo ou desinformação.
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