Pequim, China, 24 de março de 2026, Xinhua – O governo da China confirmou que elevará o preço de varejo da gasolina nesta terça-feira (24), em uma resposta direta às crescentes tensões envolvendo o Irã e a consequente valorização do petróleo no mercado internacional. Autoridades anunciaram na segunda-feira (23) que o preço de referência subirá aproximadamente 13%, atingindo 9.905 yuans por tonelada métrica (mais de 1.400 dólares).
Este ajuste marca o quinto aumento consecutivo e representa a maior elevação de preços desde julho de 2022, período em que os valores dispararam após a invasão da Ucrânia pela Rússia. O sistema chinês prevê ajustes a cada 10 dias úteis, baseando-se estritamente nas flutuações dos mercados globais de óleo bruto, que seguem voláteis devido à instabilidade logística no Oriente Médio.
“As autoridades decidiram limitar o aumento em cerca de metade do que seria normalmente aplicado, buscando suavizar o impacto direto sobre o bolso dos consumidores.”
Nas bombas de Pequim, os preços subiram para 8,57 yuans por litro (mais de 1,2 dólar). A dependência energética do gigante asiático agrava a preocupação econômica, uma vez que mais de 40% das importações de petróleo bruto da China provêm de seis países do Oriente Médio, região atualmente sob forte pressão geopolítica.
“Especialistas alertam que a manutenção de preços elevados de energia pode comprimir os gastos domésticos e sobrecarregar as operações de pequenas e grandes empresas.”
O cenário de incerteza no Estreito de Hormuz continua a ser o principal motor da inflação energética na Ásia. Enquanto Pequim tenta equilibrar o repasse de custos com subsídios parciais, o setor industrial chinês monitora com apreensão a possibilidade de novos reajustes caso o fluxo de suprimentos no Golfo Pérsico não seja restabelecido em curto prazo.
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