Londres, Reino Unido, 11 de fevereiro de 2026, Reuters – O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que permanecerá no cargo apesar da crescente pressão para renunciar, após novas revelações sobre o ex-embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, Peter Mandelson, que teria mantido vínculos questionáveis com o norte-americano Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais e já falecido.
Nos últimos dias, surgiram novas acusações de que Mandelson teria repassado informações internas do governo a Epstein. O caso reacendeu críticas à decisão de Starmer de tê-lo indicado para o posto diplomático.
Falando em um evento nos arredores de Londres nesta terça-feira (10), Starmer declarou:
Na segunda-feira (9), um líder trabalhista da Escócia pediu publicamente sua renúncia. Por outro lado, alguns ministros do gabinete manifestaram apoio ao primeiro-ministro, que tenta conter a crise política.
A BBC informou que, embora Starmer tenha superado um dia difícil na segunda-feira (9), sua posição permanece frágil e pode mudar rapidamente. A emissora destacou que uma eleição suplementar ainda este mês e as eleições locais de maio podem desencadear novos desafios à liderança, dependendo dos resultados.
A crise se aprofundou com relatos de que a polícia está avaliando denúncias envolvendo Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles, acusado de compartilhar relatórios confidenciais com Epstein quando atuava como enviado comercial do governo em 2010.
O escândalo, que já havia abalado o governo britânico, agora atinge também a família real. Em outubro do ano passado, Mountbatten-Windsor perdeu seu título real devido a acusações de envolvimento em um caso de abuso sexual e ligações com Epstein.
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