Naypyidaw, Mianmar, 18 de fevereiro de 2026, Xinhua – O governo de Mianmar ordenou que o chefe da missão diplomática de Timor‑Leste deixe o país no prazo de sete dias. A decisão ocorre após Timor‑Leste aceitar uma queixa criminal contra a junta militar birmanesa por supostos crimes de guerra.
A organização escolheu Timor‑Leste para iniciar o processo por considerar que o país, que ingressou na Associação das Nações do Sudeste Asiático no ano passado e possui um Judiciário independente, seria mais sensível à situação das minorias birmanesas.
O presidente timorense José Ramos‑Horta reuniu‑se com representantes do grupo em janeiro, o que levou o Ministério das Relações Exteriores de Mianmar a convocar o enviado timorense para apresentar um protesto formal.
A tensão aumentou quando Timor‑Leste nomeou um procurador para analisar a queixa, gesto que Mianmar classificou como interferência em seus assuntos internos.
A expulsão do diplomata aprofunda o atrito entre os dois países e ocorre em um momento em que a junta militar enfrenta crescente pressão internacional por violações de direitos humanos desde o golpe de 2021.
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