Tóquio, Japão, 6 de fevereiro de 2026, Kyodo News – O Tribunal Superior de Tóquio confirmou a decisão que determina que o Estado entregue à segunda filha de Asahara Shoko — nome religioso de Matsumoto Chizuo, ex-líder da seita Aum Shinrikyo — as cinzas e fios de cabelo do condenado, executado em 2018 pelos ataques com gás sarin no metrô de Tóquio em 1995 e outros crimes.
Apesar da determinação judicial anterior, o governo resistia ao repasse das cinzas, alegando risco de que seguidores da organização sucessora da Aum, o grupo Aleph, pudessem transformar os restos mortais em objeto de culto, reacendendo influência da seita.
No julgamento mais recente, o juiz Kanokogi Yasushi reconheceu que, caso os restos caíssem em mãos de terceiros, poderiam ser usados para atrair novos seguidores e representar ameaça à ordem pública. No entanto, destacou que a filha se comprometeu a manter as cinzas em casa, exclusivamente para fins de luto, e garantiu que não as entregará a nenhum grupo.
O governo afirmou que compreende que seus argumentos não foram aceitos e que analisará detalhadamente a decisão para definir os próximos passos. A disputa judicial ocorre em meio a preocupações contínuas sobre a influência residual da Aum Shinrikyo, cuja atuação permanece sob vigilância rigorosa das autoridades japonesas.
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