Washington, Estados Unidos, 17 de janeiro de 2026, Reuters – O ex-príncipe herdeiro do Irã, Reza Pahlavi, defendeu a realização de ataques “cirúrgicos” contra ativos da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e outras estruturas estratégicas do regime, como forma de acelerar a queda da atual liderança islâmica do país. Pahlavi vive nos Estados Unidos há vários anos e tem intensificado sua atuação política em meio à nova onda de protestos antigovernamentais no Irã.
Filho do último xá iraniano, Mohammad Reza Shah Pahlavi — deposto durante a Revolução Islâmica de 1979 —, o ex-príncipe afirmou em entrevista coletiva em Washington que “47 anos de terror exportado, ameaças nucleares e caos regional precisam chegar ao fim”. Ele defende que um governo de transição assuma o poder caso o regime atual colapse e se colocou à disposição para liderar esse processo.
Segundo relatos divulgados por veículos norte-americanos, Pahlavi teria se reunido secretamente no último fim de semana com o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, para discutir o avanço dos protestos e possíveis formas de apoio internacional.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista recente que não sabe se o povo iraniano aceitaria Pahlavi como líder em um eventual cenário de transição. A declaração reacende debates sobre a legitimidade do ex-príncipe, cuja família governou o Irã de forma autocrática até 1979.
Analistas destacam que, embora Pahlavi mantenha influência entre parte da diáspora iraniana, ainda é incerto o nível de apoio que ele possui dentro do país, especialmente entre grupos pró-democracia que rejeitam qualquer retorno a estruturas monárquicas.
Enquanto isso, os protestos continuam a se espalhar por várias cidades iranianas, impulsionados por demandas sociais, econômicas e políticas, e pela repressão crescente das forças de segurança.
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