Nova York, Estados Unidos, 27 de janeiro de 2026, Reuters – A tensão diplomática entre China e Japão voltou a ganhar destaque na Organização das Nações Unidas após novas críticas do embaixador chinês Fu Cong às declarações feitas no ano passado pela primeira-ministra japonesa Takaichi Sanae sobre Taiwan. As observações reacenderam o embate entre as delegações durante uma reunião do Conselho de Segurança dedicada ao Estado de Direito.
Em novembro (25), Takaichi afirmou no Parlamento japonês que uma eventual emergência em Taiwan envolvendo o uso da força poderia ser considerada uma ameaça à sobrevivência do Japão. A fala provocou forte reação de Pequim, que desde então exige sua retratação.
O embaixador japonês na ONU, Yamazaki Kazuyuki, respondeu prontamente, afirmando ser “lamentável” que a delegação chinesa tenha feito acusações infundadas contra o Japão. Ele destacou que, desde o fim da guerra, o país segue o caminho de uma nação pacifista, contribuindo para a estabilidade global e para o sistema multilateral baseado no Estado de Direito.
Yamazaki acrescentou que a China deveria adotar um discurso “preciso e construtivo” para fortalecer a estabilidade internacional, em vez de ampliar tensões diplomáticas.
Desde novembro (25), a China tem reiterado em diferentes sessões da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança seu pedido para que Tóquio retire oficialmente as declarações de Takaichi. O Japão, por sua vez, afirma que continuará a responder “com calma e por meio do diálogo”.
Analistas avaliam que o episódio reflete o aumento da sensibilidade regional em torno da questão de Taiwan, tema central nas relações entre China, Japão e Estados Unidos, e que deve continuar a influenciar a dinâmica diplomática no Leste Asiático.
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