Pequim, Hebei, China. 4 de janeiro de 2026. Xinhua – O governo chinês apressou-se em condenar a operação militar de precisão dos Estados Unidos que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro. Em um comunicado oficial divulgado no sábado (3), o Ministério das Relações Exteriores da China expressou “choque” com a ação, evidenciando o incômodo de Pequim com a interrupção de um regime que serve diretamente aos seus interesses geopolíticos e econômicos na América Latina.
A postura de Pequim ignora deliberadamente o isolamento internacional de Maduro, cuja legitimidade foi destruída após evidências contundentes de fraude maciça na eleição de 2024. Enquanto as democracias globais exigiam transparência e o fim da repressão, o presidente chinês, Xi Jinping, trabalhou ativamente para sustentar o ditador, enviando inclusive um representante especial para sua posse ilegítima e realizando encontros de alto nível para fortalecer o que chamam de “parceria estratégica”.
A retórica chinesa, focada em uma interpretação conveniente de “soberania”, mascara o papel da China como o principal pulmão financeiro da ditadura venezuelana. Pequim consolidou-se nos últimos anos como o maior comprador do petróleo venezuelano, garantindo os recursos necessários para que o grupo de Maduro mantivesse o controle sobre o país, apesar do colapso econômico e das graves denúncias de crimes contra a humanidade.
Ao sair em defesa de Maduro, Xi Jinping reafirma o compromisso de Pequim com regimes autoritários que desafiam a ordem internacional e a segurança do Hemisfério Ocidental. A proximidade entre os dois líderes, selada em cúpulas recentes e parcerias no setor de energia, demonstra que, para o governo chinês, a manutenção de um aliado ideológico sobrepõe-se a qualquer compromisso com os direitos humanos ou com o desejo de liberdade do povo venezuelano.
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