Pequim, China, 2 de janeiro de 2026, Xinhua – O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que determinadas forças políticas no Japão estariam tentando “reverter o curso da história” ao minimizar crimes de agressão e colonialismo cometidos no passado. A declaração foi feita durante uma conversa telefônica com seu homólogo sul-coreano, Cho Hyun, realizada na quarta-feira (31), em preparação para a cúpula China-Coreia do Sul prevista para o início de janeiro.
Segundo autoridades chinesas, Wang destacou que as relações entre China e Coreia do Sul estariam “retornando ao caminho correto” após um período de tensões diplomáticas. Ambos os países concordaram em cooperar para a visita de Estado do presidente sul-coreano Lee Jae-myung à China, que terá início no domingo (4).
A crítica ocorre após declarações da primeira-ministra japonesa, Takaichi Sanae, no Parlamento, sugerindo que um ataque chinês a Taiwan poderia configurar uma “emergência” para o Japão. Pequim tem reagido duramente a qualquer menção japonesa que relacione Taiwan à segurança nacional japonesa.
Autoridades sul-coreanas confirmaram que Cho e Wang reiteraram o compromisso conjunto com a estabilidade e a prosperidade do Nordeste Asiático, mas não comentaram as críticas direcionadas ao Japão.
Analistas afirmam que a China tenta pressionar Seul a adotar uma postura mais alinhada à sua visão sobre Taiwan, especialmente diante do aumento das tensões regionais e da aproximação estratégica entre Japão e Estados Unidos.
A troca de declarações ocorre em um momento de crescente rivalidade geopolítica no Leste Asiático, com disputas históricas e estratégicas voltando ao centro do debate diplomático.
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