Berlim, Brandemburgo, Alemanha, 29 de junho de 2026, Deutsche Presse-Agentur — Uma onda de calor brutal e implacável continua a assolar o continente europeu, elevando os termômetros a níveis sem precedentes históricos. As temperaturas ultrapassaram a marca crítica dos 40 graus Celsius na Alemanha, na França e na República Tcheca, gerando alertas vermelhos de saúde pública e provocando impactos severos na infraestrutura urbana, no fornecimento de energia e na segurança da população.
O território alemão atingiu uma nova máxima histórica absoluta de 41,5 graus no sábado (27), superando o recorde anterior de 41,3 graus que havia sido estabelecido apenas um dia antes, na sexta-feira (26). A República Tcheca também vivenciou o seu dia mais quente já registrado na história do país no sábado (27), quando as estações meteorológicas marcaram impressionantes 40,8 graus Celsius.
“Na capital francesa, Paris, a situação assumiu contornos de tragédia humanitária com o registro oficial de 109 mortes em um período de apenas 24 horas no sábado.”
O balanço de óbitos na França não inclui as pessoas que faleceram em ambiente hospitalar, o que sugere que o impacto real na saúde pública possa ser ainda maior. A crise é severamente agravada pelo fato de que a grande maioria dos edifícios residenciais, instituições de ensino e complexos hospitalares nesses países europeus não conta com sistemas de ar-condicionado, uma vez que a arquitetura local foi historicamente projetada para reter o calor durante os rigorosos invernos.
Diante do calor sufocante, os acidentes relacionados à busca por resfriamento na água dispararam nas regiões litorâneas e ribeirinhas. As autoridades civis francesas confirmaram que 74 pessoas morreram por afogamento em rios ou no mar desde o dia 18 de junho (18), emitindo comunicados urgentes para que a população evite o nado em áreas não monitoradas por salva-vidas.
“Os reflexos do clima extremo afetam o cotidiano de diversas nações vizinhas, forçando o cancelamento de grandes eventos públicos na Bélgica e o fechamento de centenas de escolas no Reino Unido.”
Os danos estruturais causados pela dilatação térmica começam a aparecer nas principais rodovias da Alemanha, onde motoristas relatam deformações severas e rachaduras no asfalto das pistas expressas. Na Hungria, a crise climática atingiu o setor de infraestrutura energética: o aumento drástico na temperatura das águas do Rio Danúbio afetou o sistema de resfriamento de uma usina nuclear local, elevando a temperatura interna da água de refrigeração e comprometendo diretamente a operação de alguns de seus reatores.
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