Washington, Estados Unidos, 21 de dezembro de 2025, Associated Press (AP) – O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou o Japão como um “líder global” na não proliferação nuclear, após a repercussão de um comentário feito por um alto funcionário japonês de segurança nacional, que afirmou que o país “deveria possuir armas nucleares”.
A declaração americana foi divulgada na sexta-feira (20), em meio à controvérsia gerada pela fala do assessor, feita no dia anterior.
Segundo o porta-voz, o Japão é “um parceiro valioso” dos Estados Unidos nos esforços internacionais de controle de armas e na promoção da segurança global. Ele reforçou que Washington manterá o “mais robusto e moderno sistema de dissuasão nuclear do mundo” para proteger os EUA e seus aliados, incluindo o Japão.
A polêmica reacendeu debates internos no Japão sobre sua postura histórica em relação às armas nucleares. O secretário-chefe do Gabinete, Kihara Minoru, evitou comentar diretamente o episódio, mas reiterou que o país segue comprometido com os Três Princípios Não Nucleares: não possuir, não produzir e não permitir a entrada de armas nucleares em território japonês.
A reafirmação dos EUA busca conter tensões diplomáticas e preservar a imagem do Japão como defensor do desarmamento, especialmente diante de sua história marcada pelos bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki.
O episódio, porém, evidencia a sensibilidade do tema em um cenário global de crescente instabilidade e desafios à segurança internacional.
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