Noto, Ishikawa, Japão, 28 de dezembro de 2025, NHK – Um grupo de médicos japoneses concluiu que o uso de camas de papelão ajudou a reduzir a formação de coágulos sanguíneos entre moradores que evacuaram após o terremoto na Península de Noto, na região central do Japão. O estudo analisou condições de saúde em abrigos e moradias temporárias entre janeiro e março de 2024.
Os especialistas, das províncias de Ishikawa, Toyama e Niigata, examinaram 1.291 evacuees em quatro municípios da área de Oku-Noto, uma das mais afetadas pelo desastre. Cerca de 9% apresentaram coágulos, índice muito superior ao observado em situações normais e associado à chamada síndrome da classe econômica.
As taxas variaram entre as localidades: 11,3% em Suzu, 11% em Anamizu, 8,2% em Wajima e 6,4% em Noto, onde o índice foi o menor. Em Noto, camas de papelão foram distribuídas cerca de duas semanas após o terremoto, conforme acordo prévio entre o governo local e empresas privadas.
Segundo os médicos, a redução de casos em Noto está ligada ao fato de que os evacuees não dormiram diretamente no chão frio, o que favorece a imobilidade. As camas também facilitaram levantar e sentar, incentivando maior movimentação — fator essencial para prevenir coágulos.
Ele destacou que a rápida instalação das camas de papelão pode reduzir significativamente os casos de coágulos sanguíneos em situações de emergência. No Japão, é comum que evacuees durmam no chão dos ginásios usados como abrigos nos primeiros dias após um desastre.
O estudo reforça a importância de medidas simples e de baixo custo para proteger a saúde de populações vulneráveis durante longos períodos de permanência em abrigos.
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