Nara, Província de Nara, Japão, 2 de dezembro de 2025, NHK – O julgamento de Yamagami Tetsuya, acusado de assassinar o ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe em julho de 2022, trouxe novos detalhes sobre sua motivação. Durante audiência no Tribunal Distrital de Nara, o réu afirmou que Abe era o alvo mais significativo e que atacar outro político não teria o mesmo impacto.
Yamagami, de 45 anos, confessou o crime em sua primeira audiência em outubro. Ele utilizou uma arma caseira para disparar contra Abe durante um discurso de campanha em Nara, em apoio a um candidato à Câmara Alta.
O acusado relatou que havia tentado atacar Abe em Okayama no dia 7 de julho, mas não conseguiu. Ao saber que o ex-premiê estaria em Nara no dia seguinte, interpretou a coincidência como decisiva.
Ele descreveu que tentou se aproximar por trás, mas foi impedido pelos seguranças. Quando os guardas mudaram de posição, viu a oportunidade e disparou. Disse ainda que tentou esvaziar a mente antes do segundo tiro, seguindo algo que havia lido.
Questionado sobre um vídeo em que Abe aparecia em mensagem a um grupo religioso ligado à antiga Igreja da Unificação, Yamagami afirmou ter ficado confuso e decepcionado, sentimento que alimentou sua hostilidade crescente.
O caso segue em julgamento e continua a repercutir no Japão, levantando debates sobre segurança em eventos políticos e a relação entre religião e política no país.
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