Naypyidaw, Mianmar, 5 de agosto de 2025 — The Irrawaddy – A junta militar de Mianmar retomou com força total os ataques aéreos contra regiões controladas por forças de resistência pró-democracia, dias após surpreender ao anunciar o fim do estado de emergência que vigorava desde 2021. Pelo menos 36 pessoas morreram nos últimos ataques, incluindo civis.
De acordo com relatos locais, dois vilarejos na região de Mandalay foram atingidos por bombardeios militares na última terça-feira (29), resultando na morte de 24 moradores e deixando outros 30 feridos. No sábado (2), novas ofensivas aéreas foram realizadas, matando ao menos 12 pessoas.
A suspensão do estado de emergência foi anunciada na quinta-feira (1º), sob o argumento de que o país se prepara para realizar eleições gerais em dezembro. O regime militar justifica que o pleito não poderia ocorrer enquanto a medida excepcional estivesse em vigor. No entanto, no mesmo dia, a junta reimpôs a emergência em áreas onde os confrontos continuam, evidenciando a fragilidade da iniciativa.
“Qualquer eleição organizada pelos generais será ilegítima”, declarou um porta-voz da oposição, que denuncia o uso político da suspensão da emergência para consolidar poder.
Desde o golpe de 2021, que depôs o governo eleito de Aung San Suu Kyi, Mianmar mergulhou em uma espiral de violência e repressão. Grupos de resistência armada ganharam força em várias partes do país, e os militares têm respondido com ofensivas brutais, especialmente em áreas rurais e de difícil acesso à imprensa internacional.
A comunidade internacional segue pressionando o regime para restaurar a democracia, mas o aumento recente dos ataques indica que a junta pretende manter seu domínio à força, mesmo sob o pretexto de eleições iminentes.
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