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Empresas japonesas avaliam riscos após ataque ao Irã

Transportadoras marítimas podem suspender rotas no Golfo Pérsico por temor de escalada militar

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Tóquio, Província de Tóquio, Japão, 14 de junho de 2025 – NHK – As principais empresas de navegação do Japão estão avaliando respostas logísticas e operacionais diante do ataque militar de Israel contra o Irã ocorrido nesta sexta-feira (13). A preocupação se concentra especialmente no impacto que uma escalada no Oriente Médio pode causar às rotas de transporte marítimo no Golfo Pérsico, essencial para o abastecimento energético japonês.

O Japão depende de mais de 90% de suas importações de petróleo da região e, diante do aumento da tensão, empresas como a NYK Line, com sede em Tóquio, informaram que estão reunindo informações de inteligência marítima para garantir a segurança de suas operações.

A NYK Line opera cerca de 20 petroleiros e navios de transporte de automóveis que trafegam dezenas de vezes por mês pelo Golfo. A companhia avalia a possibilidade de suspender rotas ou alterá-las conforme a evolução do cenário.

Outras gigantes do setor, como a Mitsui O.S.K. Lines e a Kawasaki Kisen Kaisha (K Line), também emitiram alertas para suas embarcações que cruzam as águas ao redor do Golfo. As empresas estão estudando medidas para proteger tripulações e cargas diante de um possível agravamento do conflito.

Segundo o Ministério dos Transportes do Japão, as transportadoras marítimas japonesas realizaram cerca de 3.500 travessias no Golfo Pérsico em 2024, sendo que mais de 40% das viagens foram relacionadas ao setor energético.

O levantamento aponta que navios petroleiros foram os mais frequentes, com 890 travessias, seguidos por navios de automóveis (738) e transportadores de gás natural liquefeito (421).

O ministério declarou que continuará fornecendo atualizações em tempo real às empresas e recomendando medidas rigorosas de segurança para as embarcações.

O aumento da instabilidade na região ameaça comprometer não apenas o fluxo de petróleo e gás, mas também o comércio marítimo internacional. Com isso, o governo japonês e o setor privado trabalham em conjunto para minimizar riscos e garantir a continuidade do abastecimento energético do país.

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