Washington, 24 de fevereiro de 2025 (JST) – Agência Reuters – No sábado (22), um grupo de apoiadores da Ucrânia se reuniu em Washington, na capital dos Estados Unidos, para exigir a continuação do apoio internacional ao país e denunciar a agressão russa. O evento ocorre em um momento significativo, a véspera do terceiro aniversário do início da invasão russa à Ucrânia, que será lembrado na segunda-feira (24).
O embaixador da Ucrânia nos Estados Unidos, Oksana Markarova, discursou durante a manifestação, classificando a agressão russa como “brutal, genocida, injustificada e sem provocação”. Markarova destacou a importância da continuidade do suporte dos Estados Unidos e de outras nações à Ucrânia, reforçando que o país não pode enfrentar a guerra sozinho.
Os manifestantes marcharam em frente à Casa Branca, entoando palavras de ordem como “Stand with Ukraine” (Fique com a Ucrânia) e “Russia is a terrorist state” (A Rússia é um estado terrorista). A manifestação também refletiu o crescente descontentamento com a postura do ex-presidente Donald Trump, que, segundo uma participante do protesto, estaria ouvindo muita desinformação e repetindo a propaganda russa.
Em contraste, um dos manifestantes afirmou que a Rússia é o verdadeiro agressor e que negociações de paz não podem ocorrer sem a participação do país invadido, no caso, a Ucrânia.
Recentemente, a administração de Donald Trump iniciou conversações diretas com a Rússia sobre um possível cessar-fogo na Ucrânia. No entanto, a Ucrânia expressou insatisfação por não ter sido convidada para uma reunião prevista para a terça-feira (27), em Arábia Saudita, e Trump fez críticas ao presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, chamando-o de “ditador sem eleições”.
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