Londres, Reino Unido, 19 de setembro de 2024 – Agência Reuters – O Ministério da Defesa britânico divulgou na terça-feira (17) uma estimativa alarmante sobre as baixas russas na guerra da Ucrânia. Segundo o relatório, a Rússia provavelmente sofreu mais de 610.000 baixas militares, entre mortos e feridos, desde o início da invasão em 2022.
O ministério destacou que as táticas russas, baseadas em “ondas de infantaria em massa”, exigiram uma constante reposição das forças na linha de frente com novos recrutas. No entanto, os níveis de recrutamento militar no país estão em declínio.
Em 2023, o Ministério da Defesa russo recrutava cerca de 1.600 soldados por dia. Este ano, o número caiu para aproximadamente 1.000 recrutas diários.
Para compensar a impopularidade da mobilização, o governo russo quase dobrou o pagamento único para soldados que lutam na Ucrânia. Desde agosto, o valor passou para 400.000 rublos (cerca de 4.330 dólares).
Enquanto enfrenta dificuldades no front, a Rússia busca fortalecer laços com países como Irã e Coreia do Norte. Na terça-feira (17), o ex-ministro da Defesa russo Sergei Shoigu, atual secretário do Conselho de Segurança da Rússia, reuniu-se com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian no Irã.
Potências ocidentais criticam Teerã e Pyongyang, acusando-os de fornecer à Rússia drones, mísseis balísticos e outras formas de assistência militar.
Esta estimativa do Ministério da Defesa britânico ressalta o alto custo humano da guerra para a Rússia e sugere desafios crescentes para sustentar suas operações militares na Ucrânia.
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