Tsushima, Prefeitura de Nagasaki, Japão, 27 de setembro de 2024 – Agência de Notícias Kyodo – A assembleia da cidade de Tsushima, na prefeitura de Nagasaki, sudoeste do Japão, aprovou por unanimidade nesta quinta-feira (26) uma resolução exigindo que a Coreia do Sul devolva uma antiga estátua budista roubada de um templo local em 2012. O documento, dirigido ao embaixador sul-coreano no Japão e ao consulado-geral da Coreia do Sul em Fukuoka, marca uma escalada nas tensões diplomáticas entre os dois países sobre a questão.
A estátua, designada como patrimônio cultural da prefeitura, foi roubada do Templo Kannonji e posteriormente encontrada na Coreia do Sul. O Templo Busuksa, na Coreia do Sul, reivindicou a propriedade da relíquia e entrou com uma ação judicial. No entanto, em outubro do ano passado, a Suprema Corte sul-coreana decidiu que o templo japonês é o legítimo proprietário da estátua.
Quase um ano após a decisão judicial, a estátua ainda não foi devolvida ao Japão. A resolução aprovada pela assembleia de Tsushima destaca que os cidadãos esperavam o retorno da relíquia após o reconhecimento oficial da propriedade do Templo Kannonji.
Descrevendo a estátua como um patrimônio de Tsushima, o documento exige que as autoridades sul-coreanas a devolvam o mais rápido possível. Esta é a primeira vez que a assembleia de Tsushima aprova tal documento direcionado à Coreia do Sul sobre esta questão.
Este episódio reflete as complexas relações entre Japão e Coreia do Sul, frequentemente tensas devido a disputas históricas e territoriais. A devolução da estátua budista tornou-se um símbolo dessas tensões, com implicações para o patrimônio cultural e as relações diplomáticas entre os dois países.
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