Nesta terça-feira (17), promotores no Japão solicitaram uma pena de seis anos de prisão para um ex-médico acusado de participar na morte de uma mulher que sofria de uma doença degenerativa progressiva, a seu pedido.
Yamamoto Naoki, de 46 anos, é acusado, juntamente com o médico Okubo Yoshikazu, de 45 anos, de matar Hayashi Yukari, de 51 anos, na cidade de Kyoto em 2019. Hayashi estava sofrendo de esclerose lateral amiotrófica, conhecida como ELA. Ambos os homens foram acusados de homicídio consentido.
De acordo com os promotores, os réus administraram uma substância química para causar a morte de Hayashi.
Até o momento, Yamamoto se declarou inocente perante o tribunal. Ele insistiu que, embora estivesse na casa de Hayashi na época do crime, não a matou nem conspirou para matá-la.
No Tribunal do Distrito de Kyoto, os promotores afirmaram nesta terça-feira, que não é concebível que Yamamoto, que acompanhou Okubo até o local do crime, estivesse alheio ao plano de homicídio.
Eles argumentaram que, mesmo que a vítima quisesse cometer suicídio, os réus decidiram quando matá-la, caracterizando o ato como malicioso.
A defesa alegou que Yamamoto acabou atuando como um olheiro, mas que não tinha conhecimento do que Okubo planejava fazer.
Yamamoto afirmou que não compreende por que está sendo acusado de cometer o crime com Okubo e que deseja que o tribunal tome uma decisão com base em evidências.
O tribunal proferirá a sentença de Yamamoto em dezembro. O caso continua a atrair atenção no Japão, à medida que o debate sobre homicídio consentido e a responsabilidade dos médicos em tais casos permanece em destaque.
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