O Ministério das Relações Exteriores do Japão refutou uma reportagem da mídia sul-coreana sobre o plano do governo de liberar água tratada e diluída da usina nuclear de Fukushima Daiichi no oceano.
O ministério disse, em um comunicado, na segunda-feira (14), que “uma ‘mídia’ estrangeira autoproclamada” havia publicado uma reportagem sobre um suposto documento que se dizia ser um telegrama oficial do ministério.
A declaração disse que o relatório afirmava que os níveis de radiação da água tratada “excediam significativamente os padrões”, de modo que o ministério estava considerando atender aos “padrões de segurança substituindo a água de lastro e acelerando a diluição”.
O ministério disse que o “relatório não tem base” e que o suposto telegrama oficial do ministério “é completamente falso”.
É a segunda vez que o Ministério das Relações Exteriores refuta uma reportagem do meio de comunicação. Em junho, o ministério disse que uma reportagem da mídia estrangeira alegando que o Japão havia feito uma doação política para a Agência Internacional de Energia Atômica era “absolutamente falsa”.
A declaração do ministério disse que a disseminação de desinformação maliciosa é uma ameaça à democracia e fere muito os sentimentos das pessoas que estão lutando pela reconstrução das áreas afetadas.
A chuva e a água subterrânea se misturam com a água usada para resfriar o combustível derretido na usina de Fukushima Daiichi. A água acumulada é tratada para remover a maioria das substâncias radioativas, mas ainda contém trítio.
O governo japonês planeja diluir a água tratada para reduzir os níveis de trítio para cerca de um sétimo das diretrizes da Organização Mundial da Saúde para a qualidade da água potável antes de liberá-la no mar.
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