O parlamento da Tailândia decidiu que o líder do Partido “Move Forward”, vencedor das eleições, não pode ser indicado novamente como candidato a primeiro-ministro. Esperava-se que Pita Limjaroenrat concorresse no segundo turno da votação na quarta-feira, depois de não conseguir garantir a maioria na votação da semana passada.
O parlamento aprovou uma moção antes da votação. Ela indicava que Pita não era elegível para o segundo turno de votação. A moção foi apresentada por legisladores conservadores, que disseram que uma segunda indicação violaria os regulamentos.
Isso significa que Pita não pode ser o candidato do Partido Move Forward. Os oito partidos de oposição agora indicarão um candidato do segundo maior partido, o Pheu Thai.
O tribunal constitucional do país decidiu na quarta-feira que Pita deveria ser temporariamente suspenso de suas funções como membro do parlamento.
O líder do MFP, supostamente, detinha ações de uma empresa de mídia, o que é proibido pela constituição para candidatos.
O partido Move Forward, de Pita, fez campanha com a promessa de alterar a lei que torna ilegal difamar a família real do país. Ele também insistiu em remover a influência dos militares na política. Mas os legisladores conservadores, inclusive o Senado escolhido durante o governo militar, reagiram com veemência a essas mudanças.
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