Rússia ataca, novamente, civis com mísseis na Ucrânia
As sirenes de ataque aéreo tocaram sobre a Ucrânia nesta terça-feira de manhã, para o segundo dia consecutivo de ataques de mísseis contra civis, pela Rússia, em resposta a uma explosão, no de sábado, em uma ponte ligando a Crimeia e a Rússia.
Foram emitidos anúncios de ataque aéreo para a capital, Kyiv, e outros lugares, pouco antes das 8:00 da manhã. As advertências foram canceladas para a maioria das cidades, incluindo Kyiv, a partir das 19h30min, horário do Japão.
O governo ucraniano está exortando o público a permanecer em abrigos.
O governador da região sudeste de Zaporizhzhia, Oleksandr Starukh, disse em um post de mídia social, na terça-feira, que 12 mísseis russos atingiram a cidade, e pelo menos uma pessoa foi confirmada como morta.
O Ministério da Defesa da Rússia disse, na terça-feira, que as forças do país atacaram os postos de comando e a infra-estrutura energética da Ucrânia a partir do ar e do mar.
O Serviço de Emergência do Estado Ucraniano diz que 19 pessoas foram mortas e outras 105 ficaram feridas nos ataques de segunda-feira.
O presidente russo Vladimir Putin disse, numa reunião do Conselho de Segurança de seu país, que a explosão da ponte foi um ato de sabotagem dos ucranianos e que a Rússia retaliou pelo ataque.
O Instituto para Estudo da Guerra, americano, diz que mísseis de cruzeiro e drones, alguns de fabricação iraniana, foram usados nos ataques de segunda-feira. Diz que forças russas lançaram mísseis de uma base russa ocidental, assim como do Mar Cáspio e do Mar Negro, e drones da Crimeia e Bielorússia.
O instituto diz que Putin ordenou os ataques “em parte a favor do campo nacionalista russo pró-guerra”.
Putin disse, na segunda-feira, que “no caso de mais tentativas de encenar ataques terroristas em nosso território, a resposta será dura e proporcional às ameaças colocadas à Federação Russa”.
O instituto diz que esta declaração sugere que “Putin pretende continuar escalando a agressão, cautelosamente, em vez de saltar para medidas mais dramáticas, como o uso de armas nucleares”.
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