Situação na usina nuclear de Zaporizhzhia continua “arriscada”
As autoridades estão cada vez mais alarmadas com o incêndio de quinta-feira em torno da maior usina nuclear da Europa. O complexo de Zaporizhzhia ficou sem eletricidade durante horas, depois foi reconectado à rede na sexta-feira. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, disse que a situação continua “arriscada”.
O complexo está sob controle russo desde os primeiros dias da invasão. Autoridades russas acusam os ucranianos de terem como alvo a usina.
Mas analistas do Instituto para o Estudo da Guerra, sediado em Washington, dizem que é “muito mais provável que as forças russas tenham sido responsáveis”. Eles dizem que as tropas russas militarizaram fortemente a usina apesar de estar longe da linha de frente.
Moradores que vivem nas proximidades estão se preparando para a eventualidade. Alguns estão comprando máscaras faciais e comprimidos para se proteger da contaminação radioativa.
Uma moradora disse: “Claro que estou com medo”. Todos estão assustados. Não sabemos o que vai acontecer a seguir, o que nos espera a cada minuto, segundo”.
O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica – A.I.E.A., disse que os inspetores poderiam nos visitar dentro de dias. Rafael Grossi disse ao jornal Le Monde que ele quer estabelecer uma presença permanente na usina.
A missão abordaria a questão do fornecimento de eletricidade para manter o sistema de resfriamento dos reatores para evitar um acidente como o que atingiu a usina Fukushima Daiichi do Japão em 2011.
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