Konan, Shiga, Japão, 17 de junho de 2026 – Elisabete Panssonatto Breternitz (*) – Marie Curie, nasceu em Varsóvia, Polônia, em 1867 e se tornou uma das maiores referências da ciência mundial.
Naturalizada francesa, foi pioneira nas pesquisas sobre radioatividade e a primeira pessoa a conquistar dois Prêmios Nobel em áreas distintas: Física (1903) e Química (1911).
Criada em uma família marcada por dificuldades financeiras e pelo espírito patriótico, Curie iniciou seus estudos nas raras instituições que aceitavam mulheres.
Em 1891, mudou-se para Paris, onde se formou em Física e Matemática. Lá conheceu Pierre Curie, com quem se casou em 1895 e dividiu descobertas científicas que revolucionaram o mundo.
Em 1898, o casal anunciou a descoberta de dois novos elementos químicos: polônio, batizado em homenagem à Polônia, e rádio, que se tornaria essencial na prática da medicina.
Marie foi responsável por isolar o rádio em sua forma pura em 1910, consolidando sua posição como uma das maiores cientistas da história.
Além dos Prêmios Nobel, Curie foi a primeira mulher a lecionar na Universidade de Paris e fundou dois institutos de pesquisa, em Paris e Varsóvia, que permanecem ativos até hoje.
Durante a Primeira Guerra Mundial, desenvolveu unidades móveis de radiografia, que salvaram milhares de soldados feridos.
Apesar de se tornar cidadã francesa, Marie nunca perdeu sua identidade polonesa, transmitindo a língua e a cultura às filhas.
Marie Curie é uma das maiores personalidades da ciência moderna. Sua vida dedicada ao conhecimento, marcada por descobertas que transformaram a medicina e a física, abriu caminho para gerações de mulheres e homens na pesquisa científica.
Vale lembrar que Marie Curie visitou Águas de Lindóia, interior de São Paulo, em agosto de 1926. A cientista veio ao Brasil a convite do Instituto Franco-Brasileiro e aproveitou a viagem para estudar as fontes de águas minerais radioativas locais.
Faleceu em 1934, vítima de anemia aplástica causada pela exposição prolongada à radiação e em 1995, foi a primeira mulher a ser sepultada no Panteão de Paris.
Mais do que prêmios e honrarias, sua história permanece viva nos institutos que fundou, nos avanços que possibilitou e na inspiração que continua a oferecer: a prova de que a busca incansável pelo saber pode mudar o mundo.
(*) Elisabete Panssonatto Breternitz, Especialista em Língua Inglesa pela UNESP, é professora e membro da Academia Feminina de Letras e Artes de Jundiaí – AFLAJ. betenitz@gmail.com
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