Myanmar tenta justificar as sentenças de morte
A junta militar de Myanmar reiterou nesta quinta-feira (16), que pretende cumprir as sentenças de morte que proferiu a quatro pessoas no início deste mês.
Uma das quatro é uma ativista pró-democracia e ex-legisladora do partido liderado por Aung San Suu Kyi. As sentenças foram fortemente condenadas pelas Nações Unidas, os Estados Unidos e outros países ocidentais.
Ainda não foram anunciadas datas para as execuções, mas um porta-voz do conselho do governo militar justificou sua decisão em meio às críticas internacionais.
O porta-voz alegou que o incitamento dos grupos pró-democracia “causou a morte de 50 pessoas inocentes”.
Ele disse, numa conferência de imprensa regular, que Myanmar é independente e tem poder sobre sua própria jurisdição.
O país tem estado em tumulto desde que os militares tomaram o controle em um golpe de Estado no ano passado. Um grupo local de direitos humanos diz que mais de 1.900 pessoas morreram enquanto a junta reprimia os protestos após o golpe.
Um grupo armado pró-democracia que resiste aos militares prometeu retaliar se as execuções forem levadas a cabo, levantando temores de que a agitação possa aumentar.
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