Ministro da Defesa do Japão alerta a China para não tentar invadir as Ilhas Senkaku
O Ministro da Defesa japonês, Kishi Nobuo, encontrou-se com seu homólogo chinês, Wei Fenghe, e alertou a China para exercer contenção em sua tentativa unilateral de mudar o “status quo” pela força no Mar da China Oriental, incluindo as áreas ao redor das Ilhas Senkaku.
Os dois ministros conversaram durante cerca de uma hora neste domingo (12), à margem do Diálogo Shangri-La, um fórum de segurança asiático em Cingapura.
Kishi disse que muitas questões bilaterais estavam pendentes, incluindo aquelas relacionadas à segurança. Entre as atividades de preocupação, ele apontou os exercícios do porta-aviões da Marinha chinesa, Liaoning, realizados em águas próximas ao Japão.
Kishi disse que a posição básica do Japão sobre Taiwan não mudou, e que a paz e estabilidade do Estreito de Taiwan é extremamente importante, não apenas para o Japão, mas para a comunidade internacional.
Referindo-se à invasão russa da Ucrânia, Kishi disse que ela mina os alicerces da ordem internacional e é absolutamente inaceitável.
Ele exortou a China a desempenhar um papel responsável como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU para a paz e a segurança da comunidade internacional.
Kishi também expressou profunda preocupação com a contínua ação militar conjunta entre a China e a Rússia, incluindo o vôo conjunto do mês passado de bombardeiros chineses e russos em torno do Japão.
Ele disse que as questões pendentes tornam necessário que o Japão e a China tenham uma comunicação franca.
Os dois ministros concordaram em promover o diálogo e o intercâmbio entre as autoridades de defesa de ambos os países.
O Japão controla as ilhas Senkaku. O governo japonês considera que as ilhas como parte inerente do território japonês. A China e Taiwan as reivindicam.
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