Vigília para as vítimas de Tiananmen é ilegal diz polícia de Macao
A polícia de Macau proibiu a vigília deste ano para lembrar as vítimas da repressão militar de 1989 contra os manifestantes na Praça Tiananmen, em Pequim. Eles dizem que tal reunião é ilegal.
Os organizadores da vigília dizem que a polícia os informou na terça-feira (25) que não permitirá o evento desta vez, dizendo que ele violaria a soberania, a segurança, o desenvolvimento e os interesses da China.
Ela foi realizada todos os anos em Macau no dia 4 de junho, o dia em que as tropas chinesas esmagaram os protestos pró-democracia liderados pelos estudantes, há mais de três décadas.
A vigília deu aos cidadãos de Macau a oportunidade de lamentar as vítimas da repressão e pedir às autoridades que lançassem luz sobre o incidente.
No ano passado, as autoridades não permitiram a vigília citando a pandemia do coronavírus chinês, mas diz-se que esta foi a primeira vez que o evento foi proibido por motivos de ilegalidade.
O debate público sobre o incidente de Tiananmen tem sido tabu na China Continental. A última decisão da polícia de Macau é tomada como respeitando as intenções do governo chinês.
Os organizadores dizem que a reunião anual nunca havia sido declarada ilegal desde que Macau voltou ao domínio chinês. Eles dizem que a decisão é uma clara repressão política e viola os direitos de reunião dos cidadãos.
Grupos de cidadãos em Hong Kong também estão planejando realizar uma reunião semelhante para o aniversário do incidente de Tiananmen.
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