Total para de pagar dividendos a empreendimento vinculado a Myanmar
A gigante energética francesa “Total” disse que a empresa que dirige sua joint venture em Myanmar deixará de pagar dividendos aos acionistas. O passo foi dado para evitar que os fundos chegassem ao exército de Myanmar.
A “Total” disse em uma declaração que “condena a violência e os abusos dos direitos humanos que ocorrem em Mianmar”. E disse que “reafirma que cumprirá qualquer decisão que possa ser tomada pelas autoridades internacionais e nacionais relevantes, incluindo as sanções aplicáveis emitidas pela UE ou pelas autoridades dos EUA”.
A “Total” é a maior acionista da joint venture, enquanto a gigante americana Chevron também é sócia. A empresa estatal de Myanmar MOGE detém uma participação de 15% no negócio.
A “Total” disse que continuará a manter a produção do campo de gás para não interromper o fornecimento de eletricidade a Myanmar e à Tailândia.
Os militares de Myanmar continuam a pressionar os cidadãos do país. Grupos de direitos humanos e investidores têm acompanhado de perto as movimentações de empresas estrangeiras que dirigem negócios no país.
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