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Agatha Christie: A rainha do mistério

Escritora britânica revolucionou o gênero policial com mais de dois bilhões de livros vendidos e personagens icônicos.

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Konan, Shiga, Japão, 14 de junho de 2026 – Elisabete Panssonatto Breternitz (*) – Agatha Mary Clarissa Mallowan, mais conhecida como Agatha Christie, nasceu em 15 de setembro de 1890, em Torquay, Devon.

Considerada a maior escritora de romances policiais de todos os tempos, Christie deixou 66 romances de mistério e 14 coletâneas de contos, além de peças teatrais e obras sob pseudônimo, passando a ser chamada a “Rainha do Crime”.

Seus personagens, como Hercule Poirot e Miss Marple, tornaram-se símbolos universais do gênero. O primeiro romance de Poirot, O Misterioso Caso de Styles (1920), marcou o início de uma carreira brilhante.

Christie também escreveu a peça A Ratoeira, estreou em Londres em 1952 e se tornou o espetáculo que mais tempo permaneceu em cartaz.

Em 1971, recebeu o título de Dame pela Rainha Elizabeth II, em reconhecimento à sua contribuição para a literatura. Estima-se que seus livros tenham vendido mais de dois bilhões de exemplares, tornando-a a autora mais vendida de todos os tempos.

Casada inicialmente com Archibald Christie, com quem teve uma filha, Agatha enfrentou um período turbulento após o divórcio e a morte da mãe, em 1926, quando desapareceu por 11 dias, episódio que ganhou manchetes internacionais.

Em 1930, casou-se com o arqueólogo Max Mallowan e passou a acompanhar escavações no Oriente Médio, experiência que inspirou várias de suas obras.

Segundo a UNESCO, Christie é a autora mais traduzida da história. Seu livro O Caso dos Dez Negrinhos, já vendeu cerca de 100 milhões de cópias, figurando entre os mais vendidos do mundo.

Em 1955, foi a primeira a receber o Prêmio Grand Master da Associação dos Escritores de Mistério da América. Décadas depois, em 2013, foi eleita a melhor escritora de crime pela Associação dos Escritores de Crime.

Com sua escrita marcada por tramas engenhosas e desfechos inesperados, ela segue conquistando leitores e espectadores em todo o mundo, reafirmando seu título de eterna Rainha do Mistério.

Agatha manteve sua produção literária até 1974, embora os problemas de saúde já impactassem seu estilo de escrita. Pesquisas recentes sugerem que ela sofria da doença de Alzheimer ou de outra forma de demência.

No início de 1976, faleceu de causas naturais, encerrando uma vida dedicada ao mistério e à literatura.

(*) Elisabete Panssonatto Breternitz, Especialista em Língua Inglesa pela UNESP, é professora e membro da Academia Feminina de Letras e Artes de Jundiaí – AFLAJ. betenitz@gmail.com
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