Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos, 24 de maio de 2026, Associated Press – A Diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, anunciou oficialmente que deixará o cargo no dia 30 de junho. A decisão, comunicada por meio de uma carta de renúncia publicada em suas redes sociais na sexta-feira (22), foi motivada por questões de saúde familiar. Gabbard explicou que seu marido foi diagnosticado recentemente com câncer e que ela precisa priorizar o apoio a ele neste momento difícil.
Preciso me afastar do serviço público para estar ao lado dele e apoiá-lo totalmente nesta batalha, escreveu Gabbard em sua carta endereçada ao presidente Donald Trump, ressaltando a necessidade de dedicação integral à família.
Reação da Casa Branca e sucessão interina
O presidente Donald Trump manifestou-se sobre o anúncio no mesmo dia, elogiando o desempenho de Gabbard à frente da pasta de inteligência. Trump afirmou que ela realizou um “trabalho incrível” durante sua gestão. Com a saída programada, o atual vice-diretor principal da agência assumirá o posto como diretor interino até que um sucessor permanente seja nomeado e confirmado pelo Senado.
Trajetória política e bastidores em Washington
Gabbard trilhou um caminho político singular, tendo deixado o Partido Democrata em 2022, após atuar como congressista pela Câmara dos Representantes. No ciclo eleitoral de 2024, ela declarou apoio a Trump e migrou para o Partido Republicano, culminando em sua nomeação para o alto escalão da inteligência americana. Apesar do prestígio do cargo, analistas políticos apontavam que Gabbard e o presidente mantinham divergências pontuais de opinião sobre estratégias de segurança.
Fontes diplomáticas e relatórios de imprensa indicam que a diretora era vista raramente em salas de decisão estratégica durante crises recentes, sugerindo que ela poderia não ser uma peça central na equipe mais íntima de segurança nacional do presidente.
Rotatividade no segundo mandato de Trump
A saída de Tulsi Gabbard marca a quarta baixa no gabinete de Trump em seu segundo mandato. Ela se junta a outros três membros que deixaram o governo desde o início do ano, incluindo o Secretário de Segurança Interna e o Procurador-Geral. A renúncia ocorre em um momento em que os Estados Unidos enfrentam desafios complexos de inteligência no exterior, exigindo uma transição fluida na liderança da comunidade de espionagem e análise de dados do país.
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