Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos, 22 de maio de 2026, Associated Press – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou estar plenamente disposto a realizar conversas diretas com o presidente de Taiwan, Lai Ching-te. O diálogo teria como foco principal a possível venda de armamentos norte-americanos para a ilha, um tema que gera alta sensibilidade diplomática na região do Indo-Pacífico e tem sido acompanhado de perto por Pequim.
O posicionamento foi manifestado durante uma rodada de perguntas com jornalistas na Base Conjunta Andrews, nos arredores de Washington, nesta quarta-feira (20). Ao ser questionado se planejava ligar para Lai antes de tomar uma decisão definitiva sobre o fornecimento bélico, o mandatário norte-americano adotou seu tom pragmático característico.
Eu vou falar com ele. Eu falo com todo mundo, afirmou o presidente Trump, reforçando que considera o diálogo direto uma ferramenta essencial de sua política externa.
Trump afirmou ter a situação de segurança regional “muito bem encaminhada” e classificou a cúpula realizada na semana passada com o presidente chinês, Xi Jinping, como um encontro formidável. Naquela ocasião, o mandatário já havia antecipado que precisaria dialogar com quem “comanda Taiwan”, enquanto Lai Ching-te, por sua vez, também manifestou prontidão para o encontro em pronunciamento realizado nesta quarta-feira (20).
A possibilidade de novos contratos militares ganha um novo contorno sob a ótica da atual administração. Trump descreveu anteriormente a venda de armas para Taiwan como um “excelente trunfo de negociação” em suas tratativas econômicas e políticas com a China, sugerindo que o apoio militar pode estar atrelado a concessões em outras frentes.
Um diálogo direto entre Trump e Lai seria um marco diplomático histórico, visto que os presidentes das duas nações não se falam oficialmente desde 1979, quando Washington transferiu o reconhecimento diplomático de Taipé para Pequim.
Analistas internacionais agora debatem se essa postura de Trump poderá alterar estruturalmente a política externa de longa data dos Estados Unidos em relação à ilha. Em 2016, ainda como presidente eleito, Trump rompeu o protocolo ao falar por telefone com a então presidente Tsai Ing-wen, o que gerou fortes protestos diplomáticos do governo chinês. A nova sinalização de diálogo direto reafirma a intenção de Washington em manter sua influência estratégica na Ásia, independentemente das pressões continentais.
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