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Trump diz não estar satisfeito com negociações com o Irã

Presidente americano afirma que Teerã negocia sem fôlego e alerta sobre opções militares caso acordo falhe.

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Washington, D.C., Estados Unidos, 28 de maio de 2026, Associated Press (AP) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou publicamente que não está satisfeito com o andamento das negociações de paz com o Irã, ressaltando que um acordo definitivo ainda não foi selado. Durante uma reunião de gabinete realizada nesta quarta-feira (27), o mandatário afirmou categoricamente que o governo de Teerã está agora negociando sem fôlego.

No encontro, Trump sinalizou que os negociadores iranianos estão começando a ceder em pontos exigidos por Washington, mas fez uma advertência direta sobre as consequências de um possível impasse. Ao referir-se ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, o presidente sugeriu que o uso da força militar continua sendo uma alternativa imediata caso a via diplomática não apresente os resultados esperados.

Acho que eles estão começando a nos dar o que têm que nos dar e se o fizerem será ótimo mas se não o fizerem o homem à minha esquerda Pete Hegseth vai acabar com eles.

O presidente também foi enfático ao garantir que o Irã não terá o controle soberano sobre o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais vitais para o comércio global de energia. O secretário de Estado, Marco Rubio, reforçou que a diplomacia é sempre a prioridade da administração, mas reiterou que o presidente dispõe de outras ferramentas estratégicas caso as conversas não evoluam nos próximos dias.

A diplomacia é sempre a primeira opção mas quero lembrar a todos que o presidente tem outras opções disponíveis se isso não funcionar.

Paralelamente, a televisão estatal do Irã divulgou informações sobre o que seria um rascunho de um memorando de entendimento com os Estados Unidos. Segundo o veículo oficial, o documento preliminar estabeleceria que o Irã restauraria o tráfego comercial no Estreito de Ormuz em um mês, enquanto os EUA interromperiam a interferência em portos iranianos e levantariam o bloqueio naval. O suposto acordo permitiria que o Irã mantivesse o controle das inspeções e a coleta de taxas no estreito, em coordenação com Omã.

O documento mencionado pela mídia iraniana sugeria ainda uma retirada das forças americanas da região que circunda o território iraniano. No entanto, a Casa Branca agiu rapidamente para desmentir as informações, classificando o relatório da emissora estatal como uma completa fabricação. O governo americano insiste que não há nenhum documento oficial que valide os termos divulgados por Teerã, mantendo a pressão máxima sobre o regime iraniano.

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