Tóquio, Japão, 15 de maio de 2026, Kyodo News – A Eneos Holdings, maior distribuidora de petróleo do Japão, anunciou oficialmente que um navio petroleiro pertencente a uma de suas subsidiárias concluiu a travessia pelo Estreito de Ormuz. Em uma conferência de imprensa realizada na quinta-feira (14), a companhia confirmou que o Eneos Endeavor, com capacidade para transportar aproximadamente 2 milhões de barris de petróleo bruto, cruzou a região considerada um dos pontos mais sensíveis do comércio global.
A expectativa da empresa é que a embarcação atraque em solo japonês entre o final de maio e o início de junho, desde que a navegação prossiga sem novas intercorrências. Além do sucesso logístico, a Eneos informou que os quatro tripulantes japoneses que compõem a equipe de bordo estão em excelentes condições de saúde e segurança.
O CEO da Eneos Holdings, Miyata Tomohide, expressou profundo alívio pela passagem segura do navio. Ele manifestou gratidão aos representantes do governo japonês e reforçou que a empresa empenhará todos os esforços para garantir um suprimento estável de energia para atender à demanda por produtos petrolíferos.
Embora a companhia não tenha fornecido detalhes técnicos sobre as manobras realizadas desde o fechamento efetivo do estreito, dados de monitoramento marítimo indicam que o petroleiro entrou no Golfo Pérsico no final de fevereiro, dirigindo-se ao Kuwait. Acredita-se que a embarcação tenha permanecido estacionada no golfo desde aquele período, aguardando uma janela de segurança para retomar o curso.
Segundo informações do governo japonês, a saída bem-sucedida do Eneos Endeavor reduz para 39 o número de embarcações vinculadas ao Japão que ainda operam ou permanecem no Golfo Pérsico, sendo que ao menos um desses navios conta com três tripulantes japoneses a bordo.
O movimento é visto como um sinal positivo para a segurança energética do arquipélago, que depende fortemente das importações de óleo bruto provenientes do Oriente Médio. A estabilidade no transporte através do Estreito de Ormuz é vital para evitar flutuações drásticas nos preços dos combustíveis e garantir o funcionamento da indústria japonesa.
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